30.3.14

adeus março, até depois.

23.3.14

MARCEL DUCHAMP

Untitled-1

Pierre Cabanne - Marcel Duchamp, estamos em 1966, daqui a alguns meses você terá oitenta anos. Em 1915, mais de meio século atrás, você foi para os Estados Unidos. Quando olha para toda a sua vida, atrás de você, qual o seu maior motivo de satisfação?

Marcel Duchamp - Primeiro, ter tido sorte. Porque, na verdade, nunca trabalhei para sobreviver. Considero trabalhar para sobreviver um pouco imbecil do ponto de vista económico. Espero que algum dia possamos viver sem sermos obrigados a trabalhar. Graças a minha sorte, passei pela chuva sem me molhar. Compreendi, em dado momento, que não precisava embaraçar a vida com tanto peso, tantas coisas a fazer, tais como um esposa, filhos, uma casa de campo, um automóvel. E eu entendi tudo isso, felizmente, bem cedo. Isto me permitiu viver solteiro por um longo tempo, com as vantagens que não teria, se tivesse que enfrentar as dificuldades normais da vida. Basicamente, isto é o principal. Eu me considero, portanto, muito feliz. Nunca sofri de nenhuma doença grave, ou melancolia, ou neurastenia. Também não conheci o esforço para produzir; a pintura não foi um escape para mim, ou um desejo imperioso de me exprimir. Nunca tive este tipo de necessidade de desenhar pela manhã, à tarde, o tempo todo, fazer croquis etc. Não posso dizer mais nada. Não tenho remorsos.

Marcel Duchamp: Engenheiro do tempo perdido - Pierre Cabanne, pag. 23 e 24

12.3.14

gosto sempre mais da pessoa que sou quando estou amorosamente sozinha, mas também gosto de ter alguém que me envie uma mensagem de bom dia.

11.3.14

Depois de muito se falar da vinda dela até aqui, depois de muito se falar do aniversário dela que se aproximava, depois de muito se falar da prenda que eu tinha para ela, e depois de muito ela dizer que queria comida para prenda, eu não poderia deixar a presença dela misturada com um aniversário passar sem um bolo. Não fui eu que fiz (não tive tempo!) mas preparei umas bandeiras bem queridas para a Ana. Celebrou-se uma visita, um aniversário e uma amizade que se recupera.

sou amorosa e faço tudo pelo e com amor. mas tenho pena que não percebas que a ti, só vou fazer mal.

telefona-me, pergunta-me como estou e fica duas horas a ouvir-me falar de todas as coisas destas semanas.
ps.: também tenho coisas boas para contar.

5.3.14

coisas de dias complicados

descobri quase aos vinte e um (e não me corrijam se estiver errada) que não há problema na vida que possa ser assim tão grande que nos impeça de saborear com prazer uma fatia de bolo caseiro deixada para nós.

3.3.14

2.3.14


porque quem não arrisca não petisca e quem não pede não ganha, recebi da querida Inês e da minha tia Guida mais uns pacotes de açucar para a minha colecção. tenho que deixar de ser preguiçosa e dedicar-me às ideias que andam aqui na minha cabeça. 

1.3.14

a alice caiu porque eu a empurrei.

e a ilustração de que me apropiei é esta e está a ser complicado encontrar o/a autor/a, mas se alguém souber, diga qualquer coisa.

e que tal, isto ficou giro?
Copyright © gentesentada
Design by Fearne