27.2.13

19.2.13

18.2.13

13.2.13

Me deixe, sim, mas só se for prá ir alí e prá voltar.
marisa monte



Sobre as verdades, por Patrícia Midori Sawamura
(roubei no don't touch my moleskine)

Já escrevi muitas vezes sobre você, algumas de forma desesperada, outras com todo o amor que eu já senti e outras me sentindo a mais triste das pessoas. Hoje, é um sentimento estranho, que não sei definir exatamente, mas que é bom, porque não penso, nem sinto mais como se o mundo fosse acabar por não estarmos juntos. Eu não me imagino hoje conhecendo você e me apaixonando… Mas sei que o que sou hoje, tem muito do que eu vivi contigo. Eu te amei, depois te odiei, te amei de novo, te odiei de novo, voltei a amar, voltei a odiar. Círculo vicioso. Era isso que nosso relacionamento foi a maior arte do tempo.

Para a garota que você conheceu, você foi um grande amor. Toda vez que você aparecia à porta dela, o mundo ficava grande. Naquela noite, ela arriscou, morrendo de medo, mas arriscou. E voltou pra casa flutuando. Mas… Foram muitos “mas”…

Divido nossa história em algumas separações. A segunda foi a que mais doeu. Enfrentar a primeira mensagem de bom dia não enviada, a ida sem mãos dadas para aquele bar, o primeiro filme que eu escolhi sozinha, o aniversário sem o abraço, o milk shake sem você, a caixa de entrada vazia, o “amo você” que ficou guardado, a viagem que nunca, o Natal que não passamos juntos, do primeiro ano novo prefiro nem falar, do Carnaval também…

Quase dez anos desde a primeira vez que nos falamos. Dois anos, desde a última vez que estivemos juntos. A intensidade das coisas que vivi nos dois últimos anos foi maior, porque foi o início do processo de deixar de amar você. Conheci pessoas. Reencontrei pessoas. Realizei planos. Quis morar na exposição do Leonilson. Outras bandas listaram meus favoritos. Dei passos largos. Visitei lugares. Conheci uma verdadeira história de amor: Patti Smith e Mapplethorpe. Respirei. Caminhei sozinha por ruas desconhecidas. Me apaixonei. Novos filmes falaram comigo. Fiz outros planos. Vi Bob Dylan. Perdi minha mãe. E o tempo.

Já não dói escutar nossas músicas. Tem muita coisa que não mais. Tirei os móveis do lugar. Para estar livre é preciso movimento. Saí do nosso bairro das Laranjeiras. Acabou a lamentação. Aprendi a me amar mais. Sento à mesa de um bar e não te procuro mais em mim. Longe da mente, longe do coração. It’s all over now, baby blue.

11.2.13

i never wanted to love you, but that's ok, i always knew that you'd leave me anyway
i never thought that you wanted for me to stay, so i left you with the girls that came your way
i often thought that you'd be better off left alone / looks like it's happened again

(antes, era assim)

7.2.13

6.2.13


Nunca desafies a Vida a jogar um jogo, costumava dizer-me a minha mãe. Porque a Vida faz jogo sujo, muda as regras, rouba-te as cartas da mão ou, por vezes, põe-nas todas em branco. Joanne Harris, Aroma das Especiarias. Pag. 99

3.2.13


2.2.13

© Hugo, 9 anos

No verão dei uma descartável ao Hugo.

1.2.13

"Death should be a celebration. Like a birthday. I want to go up like a rocket when my time comes, and fall down in a cloud of stars, and hear everyone go: ahh!” Joanne Harris
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