31.5.16

onze

365 dias sem comprar roupa, calçado ou malas novas. de vinte e um de maio de dois mil e dezasseis a vinte e um de maio de dois mil e dezassete. mas sem alaridos. da última vez foram seis meses, vamos ver se é desta que são 365.

p.s: engraçado como comecei com uns dias de um bocadinho de sol para logo a seguir voltar às camisolas e casacos de inverno. e engraçado como quase todas as peças (tirando essa saia cinzenta que tem uns bons anos, mais de cinco) foram compradas depois de ter começado esta aventura com a roupa e serem algumas das minhas peças preferidas no armário. 

28.5.16

Retrato, Edilson

Quando o Edilson me pediu que o fotografasse de traje tenho que confessar que fiz um bocadinho de cara feia. Traje, apesar de andar no ensino superior, é daquelas coisas que pouco me diz e achei mesmo que até seria aborrecido. Mas como o pedido vinha embrulhado em elogio não podia dizer que não e no dia marcado fui lá e dei o meu melhor. Sabem que mais? Eu até que gostei e é bom, e um privilégio, ter o voto de confiança de alguém para deixar registada uma boa memória. Muito obrigada Edilson e que os próximos anos no ensino superior e na minha cidade sejam um máximo! 

22.5.16

o meu começo | vamos falar de fotografia?


Para além da componente sentimental, Marta põe na fotografia finalidade prática: ter sempre garantido que pode recordar o que viveu, especialmente a parte boa. As pessoas com quem se cruza e os sítios por onde deambula ficam assim eternizados, como se ficassem guardados num álbum que poderá abrir quando quiser: “o que mais inspira (mais do que luzes, pessoas, objectos, músicas e rotinas) é o medo de me esquecer, é isso que faz com que ande sempre com a máquina na mala. Este estúpido (e maravilhoso – na verdade) medo de esquecer”. Pormenores para mais tarde recordar, 2010

Achei pertinente começar esta série de publicações vamos falar de fotografia? com uma breve apresentação do meu percurso nesta área. Tenho que confessar que achei que esta seria uma publicação fácil de escrever porque já contei várias vezes e em vários momentos, mas ando com esta mensagem em rascunho há mais de uma semana... Vou começar por responder às questões que mais me fizeram ao longo dos últimos anos: quem te passou o bichinho da fotografia? quando começaste a fotografar? estudaste/estudas fotografia?

Mesmo já tendo contado esta história várias vezes houve sempre pormenores que deixei ficarem de lado. Mas hoje vou contar-vos porque acho mesmo engraçado como há coisas que fazem clique connosco. Eu não me lembro de ter nenhuma influência familiar, não me lembro de ver ninguém sempre a tirar fotografias e nem me lembro particularmente dos momentos em que alguém andava a fotografar (apesar de alguém na minha família gostar de fotografar porque eu e as minhas irmãs temos imensas fotografias de quando eramos pequeninas). Costumo dizer que comecei a fotografar com treze anos, mas verdade seja dita, até comecei um pouco antes. Lembro-me de ainda só andar no quinto ano e já pedir a câmara emprestada ao meu tio. Lembro-me, inclusive, de passar um fim-de-semana em casa da minha melhor amiga e de câmara na mão fartei-me de fotografar. A partir daí foi sempre a pedir pedir pedir uma câmara à minha mãe: sentia a necessidade de ter sempre a câmara comigo. De registar os momentos. Havia (e aceitem, vai sempre haver) momentos que não acontecem duas vezes e que não havia a oportunidade de guardar comigo. Aos meus treze anos ofereceram à minha mãe uma câmara fotográfica e eu claro, roubei-a maior parte tempo e passava o tempo todo a fotografar: queria fazer auto-retratos, queria fotografar as minhas amigas, queria fotografar a cidade e criar cenários e mundos imaginários.

2008
Aos quinze anos eu não queria ser fotógrafa, eu queria ser decoradora de interior. Aos quinze anos eu escolhi estudar Artes Visuais. Aos quinze anos recebi aquela câmara que me iria acompanhar por seis anos. Aos quinze anos morria nas aulas de desenho e geometria. Aos quinze (mais aos dezassete) tinha como disciplinas preferidas: oficina de multimédia & oficina de artes. Aos quinze anos eu usava a fotografia para exprimir tudo aquilo que queria. Aos quinze anos usava a fotografia em todos os trabalhos da escola. Aos quinze anos (e muito depois) fugia de tudo o que era a parte técnica de fotografia. 

Book Domination, uma animação em stop motion feita em grupo. | Uma fotografia sobre o silêncio, em grupo também | A minha parte da exposição sobre o racismo, área de projeto
Depois disso eu não estudei fotografia. Depois disso, na verdade, eu não estudei nada. Depois disso eu não tinha perspectivas quanto ao futuro. Depois disso eu comecei a trabalhar numa loja de fotografia, um acaso da vida. Depois disso comecei a fotografar em manual. Aprendi o que sabia por tentativa erro, mas o lado técnico ainda me assustava & aborrecia. Depois disso eu fotografei a minha primeira família. Depois fui estudar Artes Plásticas & Multimédia. Depois fotografei o meu primeiro concerto. Depois disso fui fazer o workshop da Mariana Sabido e juntei a técnica e os nomes correctos ao que tinha aprendido ao longo dos anos. Foi num desses momentos que percebi que fotografar era o que queria fazer para o resto da vida.

2009, analógico
Quanto à fotografia, acho que passa muito por querer documentar o meu dia-a-dia, as minhas experiências, as minhas vivências, o meu amor, os meus sítios, as minhas pessoas. Documentar – é mesmo a palavra certa – e guardar para além da memória, aquilo que sei que certamente irei gostar de recordar – além da fotografia, tenho aquilo a que chamo “caixinha de memórias” com uma dezena (é bem mais) de objectos que me trazem muitas memórias -, a minha fotografia são histórias que vou querer contar mais tarde aos meus filhos, quero que saibam como fui e que fui muito mais do que aquilo que eles vão ter oportunidade de conhecer. A minha fotografia é sentimentos que um dia vou querer colocar numa parede da minha casa e passa também, muito muito, por um medo de me esquecer e para assim garantir a possibilidade de uma dia, quando tiver mais de sessenta anos, me possa sentar na minha cadeira ao sol – acredito que vou sempre gostar do sol – e encher-me de boas recordações, de bons sorrisos, de boas histórias, e ter a certeza de vivi como vivi, que amei como amei. E sim, garantir, que nesse momento serei muito feliz. Isto é um estilo de fotografia? Entrevista no KTGWG, 2011
2016

2014


O que mais te inspira na tua vida e no teu dia-a-dia? É para ler sem pausas: as coisas boas, a minha família, o futuro, o medo de esquecer, os contos infantis, os álbuns de fotografia, as pessoas que conheço e as que já conheci, as memórias, as lojas pequenas, receber cartas, as histórias, Viseu, as palavras, o ter roupa nova, o mau tempo, receber presentes, as histórias, as luzes, as mensagens de bom dia do Pedro, as varandas, o escuro, padrões bonitos, as flores e os jardins, os bolos, as músicas, os pormenores, as perguntas, as surpresas, estudar, os aniversários, conhecer, as bolachas, os pés frios, os cobertores, o calor, as mãos quentes, os cachecóis, férias de verão, o meu lugar à mesa, o meu sofá preferido, mudar de casa, ferias de natal, ficar com dores nos dedos de tanto escrever, passear, tecidos, o bom tempo, os meus futuros filhos, conhecer sítios novos, ver vídeos bonitos, viajar, pensar, brincar, post-its na parede, dar presentes, os lenços, os cadernos, fazer coisas à mão, desenhar, a escola, os animais, os livros que já li e os que quero ler, o amor, o poupar dinheiro, a publicidade, outros artistas, o cinema, o teatro, o levantar cedo e o levantar tarde, a poesia, a minha rua, a minha liberdade, as coisas bonitas & claro, as coisas feias também. Entrevista no KTGWG, 2011
2015







E vou fazer estas publicações como sempre fiz tudo na vida, com muito amor, com muita dedicação, com muito de mim. Literalmente, muito de mim. Vou escrever, falar e mostrar-vos coisas que eu aprendi por mim, que alguém me ensinou, que li em algum lado. Tem a validade que tem, mas será do coração.

18.5.16

tanto verde e tão bonito

17.5.16

que doce ser uma flor que morre

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"O mito do eterno retorno diz-nos, pela negativa, que esta vida, que há-de desaparecer de uma vez por todas para nunca mais voltar, é semelhante a uma sombra, é desprovida de peso, que, de hoje em diante e para todo o sempre, se encontra morta e que, por muito atroz, por muito bela, por muito esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor não tem qualquer sentido. Não vale mais do que uma guerra qualquer do século XIV entre dois reinos africanos, embora nela tenham perecido trezentos mil negros entre suplício indescritíveis."  A incrível leveza do ser - Milan Hundera |  pág.9

16.5.16

vamos falar de fotografia?

Depois da publicação do outro dia alguém desse lado? fiquei mesmo com vontade de trazer para aqui algumas das coisas que aprendi nos últimos anos. Decidi começar por uma publicação bem simples das coisas mais básicas e necessárias para começar e depois, ao longo do verão, irei trazer vídeos  de diferentes situações: fotografar à noite, pessoas & crianças, objetos, no escuro, e quais são os truques que utilizo para conseguir os resultados que quero. No entanto gostava de vos perguntar para já se há alguma coisa que gostassem de ver respondida e prometo incluir a resposta numa das publicações. Acho que vai ser mais uma nova aventura e espero contar com vocês para me acompanharem! 

p.s: relembro a quem quiser que já falei um bocadinho sobre dicas & truques na 25/52 weeks


pelo inicio de uma boa semana


15.5.16

alguém desse lado?

uns auto-retratos do secundário com a ajuda da Manuela
Hoje acordei com a sensação de que não deveria publicar mais neste espaço. Outra vez, sim. Desde que comecei a estudar no ensino superior que sou muitas vezes assaltada por este pensamento. Por esta sensação de que este é mais um espaço em mil e que está ocupar espaço sem nenhuma finalidade para além da minha vontade de ter um álbum de recortes gigantes das minhas fotografias, das músicas, dos vídeos e dos meus desenhos. Honestamente, isto interessa a alguém? Quando se publica algo supõem-se que é para um outro alguém que está desse lado (e eu muitas vezes imagino X ou Y a ler algumas das minhas publicações, pessoas que fui perdendo ao longo do caminho) mas nunca fui de me preocupar com ter um público, aumentar ao meu público, as coisas foram acontecendo naturalmente e eu já ganhei umas amizades bem jeitosas aqui. Mas neste momento sinto-me tremendamente incomodada com esta coisa de não trazer novo ao publicar no gentesentada. Nesta linha de pensamento dou por mim a ter vontade de fazer vídeos ou pequenas publicações com truques e coisas que fui aprendendo na fotografia ao longo destes últimos dez anos, mas quando chega a altura penso sempre Mas quem sou eu para falar disto? Mas não estou preocupada, o que tiver que ser, será.

Entretanto, ontem tirei umas fotografias que achei que tinham ficado tão bonitas que sei que vou querer partilhar aqui.

14.5.16

sábados em câmara lenta


11.5.16

☁ ☁ ☁

@martabeijinhos no instagram
Desabafo de uma quarta-feira de uma semana atarefada: primavera, primavera! dias de sol, flores cor-de-rosa e longas caminhadas... mas parece que ainda nos esperam mais uns dias de frio & as alergias não me largam por um segundo. apetece tirar umas férias para ficar a dormir e ver séries. 

9.5.16

panquecas para o pequeno-almoço.

8.5.16

you and me, magic. #5


30 de Abril

6.5.16

20's and honest: Luís




Hoje trago-vos o quinto retrato do projeto 20's and honest: O Luís a cantar enquanto conduz, nessa noite Ornatos Violeta.

Para quem só chegou aqui agora, uma breve explicação do projecto: Como podemos confirmar ao longo da história imensos fotógrafos e artistas de diversas áreas trataram o tema "retrato" de forma recorrente e seguindo esta linha de pensamento, refleti sobre o local onde as pessoas seriam mais honestas e queria fotografa-las nesse mesmo espaço. Na minha perspectiva, e tendo em conta a faixa etária que eu tinha escolhido para fotografar, dos 18 aos 25, o quarto da pessoa seria um espaço de refúgio por ser maioritariamente individual e permitir a uma privacidade especial em relação a outros espaços. Principalmente nos jovens que ainda partilham a vida familiar, mas que muitas vezes necessitam recolher aos seus quartos para se sentirem bem. A partir dessa ideia surgiu o título 20's and Honest. Numa segunda fase percebi que o local onde as pessoas são mais honestas varia de pessoa para pessoa e que os indivíduos que aceitaram participar no meu projecto não tinham dúvidas em identificar os momentos em que eram o mais sinceros e verdadeiros consigo próprios. Assim, decidi deixar à escolha da pessoa fotografada o local e a actividade que estariam a realizar quando eu fosse tirar as fotografias podendo assim estar o mais próximo possível de fotografar o seu momento mais honesto. Fui surpreendida com as respostas das diferentes pessoas, foi um projecto em que adorei trabalhar e espero que continue por mais uns tempos com novas participações.

5.5.16

i have this thing with tiles

4.5.16

A CIDADE A FICAR COR-DE-ROSA

3.5.16

#findingalltheblue, novo projeto

Desde do inicio deste ano que tenho usado mais o instagram, já o tinha dito aqui, mas neste momento é a minha rede social preferida. É bonita, inspiradora e as pessoas são simpáticas por lá. Como ter apenas uma cópia deste blog seria aborrecido tenho publicado por lá outras coisas: fotografias do arquivo, fotografias do telemóvel e agora um novo projeto a que me tenho dedicado: #findingalltheblue. Fotografias dos vários azuis que encontro e já encontrei. Todos os azuis são as minhas cores preferidas. - P.s.: Verdade seja dita, desde que comecei a guardar os azuis todos juntos apetece-me fazer o mesmo para todas as outras cores! 




2.5.16

À mesinha de cabeceira, sedução.

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Jogos de Sedução - Madeline Hunter, de Março a Abril de 2016.

Acho que tenho este livro na minha lista de livros para ler desde que me lembro de gostar de ler. Provavelmente pertence a uma das minhas irmãs e será devolvido sem grande pena. Numa das minhas noites de insónias peguei nele para ler por achar que seria uma leitura mais leve e normalmente não reservo espaço para falar de livros que não mexem comigo. Não é que seja um livro mau, mas também não é um livro óptimo. Apenas quero deixar um registo para quem quiser: uma série. Sim, uma série. Este livro deveria ser uma série e não um livro. Uma série de época com uma pitada ligeira de 50 shades of Grey. Fica a dica. 

1.5.16

celebrate the little things | vídeo



Nesta última semana, eu, a Teresa e o Luís fomos fazer uma visita rápida até a Cascais. Fomos ver o mar e fizemos cupcakes.
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