9.10.14

prenda para o Luís

6.10.14



Há aqueles momentos chave na nossa vida que sabemos identificar e saber que se tívessemos ido por outro caminho ou optado por dizer algo diferente a nossa vida seria diferente. Nunca sabemos dizer se para melhor ou pior, apenas sentimos que houve ali qualquer coisa que fez um clique, que causou uma mudança em nós, que nos fez ver as coisas por outra perspectiva. Posso identificar vários momentos desses no último ano (eu esforcei-me desde do primeiro mês para que este fosse um ano diferente em vários sentidos) que mudaram a minha maneira de querer trabalhar e de fazer aquelas coisas que eu gosto mesmo, e um desses momentos foi a oportunidade de estar mais perto do trabalho de uma fotografa que realmente admiro e quanto isso mudou a forma de ver as minhas ruas e os meus sítios desde sempre meus é indiscutível, já nada me parece o mesmo e espero um dia ter o tempo necessário para vos mostrar a minha cidade como a vejo agora. No entanto, mostro já estas escadas, que não são minhas e nem nunca tinha olhado para além da porta aberta, mas que agora se mostraram como um sítio bem bonito para umas fotografias. (Pedi ao Luís que me acompanhava para tirar as fotografias), que vos parece?

2.10.14

a outra metade de Setembro

Sinto que estes quinze dias passaram num instante, sinto-me cada vez mais perto do fim de Outubro (altura em que quero que a Mau Humor esteja totalmente de volta), perto do final de semestre e perto do Natal. Sinto que esta enorme urgência do tempo de acelerar as vivências. Tenho vivido alguns dias de ansiedade e decisões difíceis. Ou seja, andar com os nervos à flor da pele e chorar porque acabou o fiambre (isto não aconteceu de facto, mas era o tipo de coisa que poderia ter acontecido). Ainda mantenho o cabelo cor-de-rosa apesar de toda a gente me ter dito que iria perder a cor em quinze dias, e é verdade que perdeu e ainda bem. Estou a adorar todas as suas fases e tenho tentado registar um pouco estas mudanças. Recebi um postal da Ana, não fiz exercício físico, bebi muito chá, para desenho III decidi fazer a história da Blimunda Sete-Luas, comecei a ler o Memorial do Convento de José Saramago para esse efeito Não o consegui ler a tempo de escrever uma sinopse, então optei pela história que o Max conta à mãe no filme Where the wild things are. Fiz uma prenda para o Luís e troquei dois dedos de conversa (muito rápido) com uma das caras desse lado e acho que é sempre bom quando podemos associar algo de carne e osso a um espaço tão virtual. 
 
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