31.7.10

hoje gostava de ter falado contigo, sobre nada.


Eu sou daquelas pessoas que faz corações nas pernas, não quando está apaixonada, mas quando está aborrecida.

26.7.10

hoje fomos visitar a egito ao hospital.

dois dedos de conversa:
- não quero ir.
- não quero que vás.

25.7.10




novo notebook, faço-me passar por uma flor

a minha mãe é um amor, e comprou-me um livro, aquele livro que eu queria mesmo ler.

Cartas à Ana - Dia doze

Tinha saudades de casa, tinha saudades das minhas pessoas, tinha saudades desta luz. E hoje quando acordei e me vi na minha cama, não consegui deixar de sorrir, a minha cama, a minha janela, o meu tapete, tudo tão igual, tudo tão meu. Comi duas pêras, ao pé da janela da cozinha, aquela onde me levo todas as noites no final de cada jantar. Fiquei maravilhada com a quantidade de palavras novas que o Tomás já sabe usar. E parece-me agora tudo tão bem, tudo tão no sítio. Sinto-me feliz por verificar que ainda é a minha casa e que vai ser sempre. O meu primeiro passeio por viseu, dei-o sozinha, as minhas velhas ruas continuam iguais, fieis, barulhentas e com aquele sol sempre tão simpático. Sentia-me feliz, não me preocupava com muito mais para além de mim, neste passeio matinal, tal qual marinheiro que volta a sua terra natal. E ali, no fim da tarde, deitada na relva na companhia de um velho amigo, senti que queria ficar assim para sempre, feliz, em casa.

Martitas

eduardo luis, quando é que cortas o cabelo? e quando é que voltas a entrelaçar os teus dedos nos meus, para eu encostar a minha cabeça no teu peito e discutirmos qualquer coisa como arte, vida depois da morte, ou até assuntos de menor importância que contigo ganham sempre um encanto especial. para quando, isso tudo?


ó tomás, já não sabia onde meter as minhas saudades tuas.

home sweet home



adeus lisboa



O amor é isso, aquilo e ainda o resto. O amor é tudo



24.7.10

Cartas à Ana - Dia dez

Hoje acabei de ler o livro que me emprestaste, é uma história impressionante, não porque fuja muito do vulgar, se bem que três mortes não se pode considerar vulgar, mas certamente pela forma como é contada, há pessoas que têm um talento especial para contar histórias e esta senhora, parece-me ter um dom bem especial sabendo prender o leitor ao livro do inicio ao fim, mas hoje isso pouco me importa confesso. Estou cansada, verdadeiramente cansada. O meu corpo e a minha mente querem desistir, mas o meu pensamento e a minha imaginação e as minhas memórias não param de me zumbir pequenas frases. Já conto muitos dias sem conseguir dormir, a ter mil sonhos. Aquelas noites, em que acordo, e tenho a sensação de ter estado todo o tempo num permanente estado de alerta, como tal sinto-me cansada, mas vai tudo muito além do sono, sinto-me irritada, tudo me irrita, expressões, caras, “segundos” risos, tudo me tira do sério e a minha tolerância e visão pacifica que se apresentava do mundo, sumiram, sinto-me nervosa, irrequieta, ansiosa. Sinto que tenho muito para fazer e que estou a perder o meu tempo com sonos. Mas isto assim não pode continuar, não aguento muito mais, quero ir para casa, para minha casa, para minha casa dormir.

Martitas

e infelizmente as canções de amor já não fazem sentido algum.

(...) I call your number twice, but it rang and rang. Against my best friends advice. I should be ashamed. You did it to me once, you’ll do it again. So she says, love long distance, is testing me trying my patients (...) And then take me for granted, like nothings changed. All my friends are asking why you’re that way, but I can’t explain (...) When I need you, you can’t be found. I want someone who’s around for me, does it have to be so complicated? Either way I’m devastated, I could use a little comforting. Love long distance is testing me trying my patients. I need more of your assistance now.

a porra é que andei com isto na cabeça o dia todo.



cartas à ana - dia nove

E começo a ficar irritada, provavelmente devido ao meu regresso tão próximo a Viseu. Já sabia que não seriam precisos muitos dias naquela cidade para me sentir assim, tão irritada, mal disposta, pouco pacificava, sem saber lidar com contradições e com pouca tolerância para piadas sem piadas. Quero tanto ir, como ficar.

Martitas





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