31.5.10

Não te sei falar em poemas,
mas gosto de divagar em versos
quando o tempo não quer passar.

tenho mais saudades tuas
do que de todos os beijos que já recebi.

30.5.10

domingos de manhã

dos sonhos #002

Hoje sonhei que me casava com um japonês e nos primeiros dias de casados foram a nossa casa uns senhores (eram dois homens, devia desenha-los que eram muito engraçados) compor não-sei-o-quê, e eu sabia que eles iam fazer asneiras, e queria ir para a rua (e vim!) mas o rapaz queria lá ficar a ver, e depois a casa explodiu, e eu fiquei no jardim a chorar muito.

free as a bird



If I leave here tomorrow, would you still remember me? For I must be travelling on, now, cause theres too many places Ive got to see. (...) cause Im as free as a bird now, and this bird you can not change. Lord knows, I cant change. Bye, bye, its been a sweet love.

time for yourself


and things go wrong no matter what I do.



Sometimes I feel like throwing my hands up in the air. I know I can count on you. Sometimes I feel like saying "Lord I just don't care", but you've got the love I need To see me through. Sometimes it seems that the going is just too rough and things go wrong no matter what I do, now and then it seems that life is just too much, but you've got the love I need to see me through (...) Time after time I think "Oh Lord what's the use?", time after time I think it's just no good, sooner or later in life, the things you love you lose, but you got the love I need to see me through.

Não, não sou nenhuma fã toda do amor da florence. Só me têm apetecido ouvir isto, porque não me lembro como se chama aquela cantora deste género que eu gostava muito.

29.5.10

quase vazio

digam Olá ao Hugo.

se eu fosse outra pessoa, era mais do que certo de que não seria minha amiga.


(e sim, estou a pensar seriamente em comprar umas novas sapatilhas vermelhas para substituir estas)

esta pessoa de calças rotas, lê o meu blog às prestações


- sorri, agora não sorrias, sorri, agora pára, sorri, agora não, vês? agora estás a rir, e a rir é que as pessoas são bonitas, ou pelo o menos tu és.

sábados de manhã.

27.5.10

da caixa dos bilhetes


Já se está mesmo a ver o que está naquele bilhetinho que tirei no outro dia, certo?

25.5.10

das terças há 60 anos atrás.

Eles ficam felizes por mim, mas eu? Eu não. Não conseguem eles ver o sufoco da minha dependência? As lágrimas no meu olhar? O grito nos meus lábios? Não, não sabem nada! Não me sabem! De forma alguma, esqueceram, num fechar de olhos, tudo aquilo que lhes ensinei sobre mim! Mas olha que não lhes invejo tal inocência, esquecimento, ingenuidade... Não. Eu, eu sei tudo, eu lembro-me de tudo. Eu sei tudo sobre esta dor. Eu sei tudo sobre mim, sobre nós. E eles, tontos, ficam felizes por mim, mas eu não, eu já não sei o que é isso, ser feliz por mim.

(pronto, e afinal só respondo aos comentários amanhã, sim? Ah, e muito obrigada pelas palavras, algumas bastante intrigantes e inspiradoras, devo dizer. Amanhã vou coloca-las todas numa caixinha e começar por tirar uma qualquer, tipo sorteio, assim que realizar essa palavra, tiro outro papel. Ah! E vou tentar arranjar um nome para este "projecto" - entretanto mais palavras serão sempre bem-vindas, ando a precisar de inspiração. )

24.5.10

segunda-feira de manhã à sombra

23.5.10

páginas soltas

da caixa dos bilhetes


Hoje é dia de conversar. Fala à vontade! T.

good morning



Tem o amor a arte de tornar eterno aquele que por amor tem de morrer e até de morrer jovem amiúde, pois os deuses amam aquele que perece em plena juventude e assim se fixa, petrifica e permanece. ruy belo

Etty Hillesum - Diário 1941-1943

"Mas a minha tristeza não é mais a de antigamente. Não me vou abaixo tão profundamente. Na tristeza, o levantar-se já vem incluído. Antigamente pensava que iria continuar triste para o resto da vida. E agora sei que esses momentos fazem parte do ritmo da vida e que está bem assim. É novamente aquela confiança, aquela grande confiança, também em mim. Confio igualmente na minha seriedade e entretanto eu própria sei que hei-de conduzir bem a minha vida. Há momentos, e então estou quase sempre sozinha, em que existe um sentimento muito profundo de amor e gratidão por ele, um sentimento de: «Tu és-me tão próximo que eu gostaria de partilhar as noites contigo.» E estes são, pois, para mim, os pontos mais altos da nossa relação. E é bem possível que uma noite dessas acabasse realmente numa catástrofe. Há aqui ou não uma estranha disparidade? (...) E no entanto: não quero o corpo dele para absolutamente nada, embora às vezes me sinta de repente apaixonadíssima. Será porque o amo tão profundamente e quase «cosmicamente», que nem sequer é possível a aproximação através do corpo?"

e é por isso que este é um dos meus livros preferidos, porque posso abrir uma página qualquer que irei certamente identificar-me com todas as palavras da mesma, e agora, eu precisava mesmo de te dizer isto.

22.5.10

da caixa dos bilhetes


- mãe, estás a falar com a Teresa?
- sim.
- pergunta-lhe quando vem.
- vem para a semana.
- diz-lhe que eu estou a perguntar quando é que ela vem.
- ela disse que vinha na sexta muito tarde, serve?
- sim, serve.

Hoje é dia de te lembrares de mim. Vê lá quando é que volto. T.

os sábados de manhã


Podia ficar aqui horas a falar dos progressos que estes dois têm feito nas suas vidas, o Tomás que por estar perto dos seus dois anos anda aprender todas aquelas coisas, que para nós nos parecem tão óbvias, mas que feitas por ele ganham logo um outro encanto. Agora que já nos entende, e já se faz entender, quase dá para ter longas conversas. E o senhor Hugo, que nos seus seis anitos está agora acabar o seu primeiro ano, aprendeu a ler, escrever, contar e anda todo nervoso com os "testes", é muito bom a matemática, mas no resto tem muito medo (embora também seja excelente!) E outra coisa, hoje o Tomás deu-me um flor, apenas porque quis, e também me deu a mão, disse adeus ao pai e à mãe e queria vir comigo para minha casa.

- então, e que sonhaste hoje?
- sonhei que (...)
- eu às vezes penso nos teus sonhos.
- e pensas o quê?
- penso que tu és estranha.

da caixa dos bilhetes

Sabes o bilhete do dia 17? Aquele que eu disse que não conseguia realizar no momento, mas que disse que não iria abrir nenhum entretanto? Bem, fiz o que me era pedido, ontem. E embora tenha perdido o bilhete (tal como o meu cartão de cidadão) lembro-me muito bem das palavras da minha irmã "Hoje é, oficialmente, um dia frio. Qualquer desculpa serve para um abracinho."

21.5.10

eu acho que o objectivo mais recente de todas as melgas é transformarem-me numa borbulha gigante.

19.5.10

well do it now or grow old.


18.5.10

terça de tarde


O amor assemelha-se a um exercício de natação (...): é como se o outro fosse o próprio mar que nos leva. (Lou Andreas-Salomé)

terça de manhã


Esta noite vou escrever-te um poema, rápido, de rajada, sem pensar. Vou deitar-me e vou pensar nas mais belas e simples palavras para te dizer, não vou contar os teus versos e tu não vais contar as minhas lágrimas.

(afinal com a preparação da apresentação de inglês e português, vou é dormir)

17.5.10

três sopros e um suspiro

notebooks



Ora bem, o meu notebook das bolinhas, my body is a zombie for you, sim aquele que uso desde do dia 8 de Maio, acabou hoje de manhã. Por isso agora encontro-me na companhia do nunca parto inteiramente. Seja isso bom ou não. (e parece que afinal gosto de rosas desde que sejam pequeninas e brancas - a fugir para o cor-de-rosa)
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