28.2.10



as ultimas do ultimo dezembro. (olha o tomás, tão pequenino)


Queria um poema sobre pirilampos (que bem que ficava aqui) e não encontrei nenhum, fiquei obviamente triste e desiludida. (fotografia - dezembro 2009)


dezembro 2009



(estas são as primeiras-ultimas fotografias tiradas durante a noite, na zona do rossio, na altura do natal, viva.)



quero dizer, que essa televisão não é minha, e de todas as vezes que a liguei foi para ver desenhos animados do canal dois, aqueles que lutam com música, fantástico que aquilo é. (infelizmente, nesse dia a televisão não dava, e ficamos o lanche todo sem televisão, e agora vamos todos fingir que isso é um grande problema), as fotografias são de Outubro e Dezembro de 2009.



I, Novembro 2009, Viseu



Tinha um parafuso a menos. Tive um acidente, puseram-me vários. Estou deveras preocupada, um a menos? vários a mais? Não é que faça diferença, saber ou não, quer dizer, agora por aqui ando tilitando por tudo e por nada, como sino meio tresloucado. Tocando segundos sem parar, mas suspeito que mos puseram nos sitios errados, aquele que faltava, o tal sitio acertado, continuo a dar pela sua inexistência. Pois é muito pior perder aquilo que se não tem, do que aquilo, julgado possuído, perdê-lo não se podia. Bénédicte Hourat

(fotografias - novembro 2009)



Não quis ser má, desta vez quis ser gentil, meiga, quase correcta, mas à minha boca só me ocorriam as palavras mais violentas, tentei para-las o mundo girava no meu estomago e o ar faltava-me junto do nariz. Desculpa se fui cruel, desta vez não o quis, disse coisas que não sei ao certo serem verdadeiras, compreende que gosto muito de ti, mas já não posso ser sincera quando te tenha por perto, já não posso ser eu, embora neste momento nem saiba ao certo onde estou, onde anda a minha alma, contigo essa perda nota-se. Desculpa as palavras crueis, eu nunca quis fazer sentir-te mal, mas é este cansaço, esta dor, este vazio, este frio, a culpa não é minha, muito menos tua. (...)

(fotografias - outubro 2009)


De dia não nos podemos viver, só na ausência de outros podemos realmente ser nós próprios, e mesmo assim, nem sempre. A minha janela dá para uma rua do mar, só com ondas exangues de gente, uma e outra vez reparo existir. Vivo na cidade e observo, não é próprio, mas é da minha janela verde cesariana, que o faço. Sobrevivo, sim. E tem uma grade pouco segura, a minha janela, que tento provocar a cada vez que me apoio nela. Persiste intacta, se calhar o meu único limite. (...) Nuno Travana

(fotografias - novembro 2009 - outubro 2009)



a música mais bonita de hoje. (fotografias: novembro 2009 - outubro 2009)


(novembro 2009)


eu pergunto, volto a perguntar, e se for preciso, amanha repito-me, mas o que será de mim quando não te tiver? (as fotografias são de uma manhã fria-fria-fria de novembro antes das aulas, não consegues sentir o frio nas minhas mãos?)

Não disse, pois agora nunca digo nada, mas é uma chatice, uma tremenda desilusão, uma brilhante confusão, uma extrema agitação e direi até uma incrível decepção, isto de me deitar e não ter ninguém em quem pensar.


Apenas preciso de alguém que sorria e reponha o mesmo disco sempre a tocar e escute comigo o vento nas janelas e sinta a tristeza que têm os gladíolos murchando em cima da mesa. Al Berto



Hoje lembrei-me da altura em que eramos amigos, para ser sincera nem tenho noção, não sei ao certo, nem procuro saber, quando foi que o deixamos de ser, amigos. Não o somos agora, isso, eu sei-o. Talvez tenha sido apenas a semana passada, ontem, ou já à um ano atrás, mas também confesso que isso não me interessa. Lembrei-me de quando me oferecias um beijinho perto da orelha, quando me dizias que cheirava bem, quando dizias que gostavas de mim, quando te preocupavas comigo, lembrei-me do infantário, dos crepes... Lembrei-me de tudo isso e quis ficar triste, mas não fiquei, apenas me lembrei que ainda tens alguns dos meus livros preferidos, quando é que pensas devolver?

(a verdade é que preciso de ti, quando voltas?)

25.2.10



Experimentei esta liberdade: a de ver os dias moverem-se de um lado para o outro dentro das semanas, enquanto eu lia, olhava, imaginava e dormia, e voltava para trás, lembrando coisas de uns e outros, coisas dos dias, de tal modo que era tudo uma festa da confusão. Herberto Helder

(confesso que gosto muito de encontrar estas coisas que podem dizer tanto sobre mim)


22.2.10



At first I was afraid I was petrified. Kept thinking I could never live without you by my side. But then I spent so many nights thinking how you did me wrong. And I grew strong! And I learned how to get along! So now you're back from out of space. I just walked in to find you here with that sad look upon your face. I should have changed that stupid lock! I should have made you leave your key! If I had known for just one second you'd be back to bother me. Go on now, go, walk out that door! Just turn around now‚ cause you're not welcome any more. weren't you the one who tried to hurt me with goodbye? Did I crumble, did I lay down and die. Oh no, not I! I will survive! Oh and as long as I know how to love I know I stay alive.I've got all my life to live, I've got all my love to give. And I'll survive! I will survive! Hey, hey. It took all the strength I had not to fall apart. Kept tryin' hard to mend the pieces of my broken heart! And I spent oh so many nights just feeling sorry for myself. I used to cry! But now I hold my head up high. And you see me somebody new! I'm not that chained-up little person still in love with you. And so you feel like droppin' in, and just expect me to be free,
now I'm saving all my loving for someone who is loving me! Go on now...

21.2.10


este último desenho foi o meu sobrinho mais velho, o Hugo, que fez depois de ver aquilo que eu tinha feito.
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